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Entrevista a Diego Bruno en Clube de Jazz (Brasil)

marzo 12, 09

Una muy buena entrevista que le hicieron a Diego Bruno en el sitio amigo Clube de Jazz

Diego Bruno e a ponte Argentina-Brasil

O guitarrista argentino Diego Bruno, há seis anos residindo em Salvador, fala sobre suas influências, jazz porteño, o cd “Reflejos” e seus projetos, aqui e lá. Para conhecer melhor o seu trabalho: http://www.myspace.com/diegobruno

11/03/2009 – Wilson Garzon

Wilson Garzon – A guitarra foi sua primeira opção? Houve influências familiares?
Diego Bruno – Aos sete anos de idade recebi de presente um violão bem pequeninho, meus pais, vendo o entusiasmo com que brincava de tocar me mandaram a tomar aulas com uma professora, ali começou tudo. Meu pai tocava bandoneón, de menino, e também tinha um violão.

WG – Quando é que o jazz apareceu na sua vida? Quais foram às principais influências?
DB – O jazz apareceu na minha adolescência, quando eu ouvia falar de Pat Metheny e aquilo me intrigava muito, mas não conseguia gravações dele (naquela época não era fácil achar discos importados). Os primeiros guitarristas de jazz que escutei foram Django Reinhardt (as gravações com guitarra elétrica em quarteto com piano, baixo e bateria) e Joe Pass com o álbum “For Django”), quando escutei aquilo pirei de vez e quis saber de que se tratava, então comecei a tomar aulas de jazz.

WG – Fale um pouco da sua formação e evolução como músico e compositor.
DB – Estudei violão desde os 8 aos 15 anos de idade. Comecei com a guitarra aos 17 anos, primeiro sozinho e depois com um professor particular. Aos 19 entre na EMPA(Escola de Música Popular de Avellaneda) onde tive grandes mestres como Armando Alonso e me formei como instrumentista em música popular com orientação em jazz. Também tomei aulas particulares com Javier Cohen e Pino Marrone. E obviamente aprendi muito com os músicos com quem toquei e com os que não toquei, mas os escutei incansavelmente. Minha forma de compor é bastante intuitiva e sempre tem …”influencias” (rsrs). Falando serio, sempre componho a partir de coisas que escutei e me inspiraram.

WG – Como eram as noites de jazz em Buenos Aires? E em especial, como foi sua participação no Jazz Club?
DB – Buenos Aires tem uma longa tradição em jazz. Minhas primeiras noites foram como espectador: eu adorava assistir shows de jazz ou de música instrumental. Depois, comecei a atuar em diversas bandas e a freqüentar algumas Jam Sessions. O Jazz Club, que era dirigido pela minha amiga Berenice Corti, foi um lugar determinante para o ressurgimento do movimento jazzístico. Muitos músicos, consagrados ou não, que na época não tinham onde tocar, encontraram ali o seu lugar. Eu tive a grande honra de tocar na inauguração do Jazz Club como a banda de abertura de uma grande Jam Session. Também foi uma grande experiência comandar a Jam das terças-feiras durante o ano 1998. Resumindo, lá os músicos se sentiam em casa, e o público curtia essa forma de tocar música.

WG – Conte um pouco do processo de criação e de gravação do seu cd “Reflejos”.
DB – “Reflejos” nasceu da necessidade em registrar minhas composições. Eu não queria que elas se perdessem, por isso, convoquei um time de músicos amigos, todos de primeiro nível, para gravar essas composições: Ernesto Jodos (piano), Hernán Merlo (contrabaixo), Oscar Giunta (bateria) e Ricardo Cavalli (sax-tenor e soprano). Naquele momento, eu não estava tocando minhas músicas e também nunca tinha tocado com todos eles juntos. Fizemos um ensaio numa quinta feira e gravamos no domingo e na segunda-feira seguinte. Eu confesso que, na gravação, fiquei entre assombrado e emocionado com a facilidade e a musicalidade com que os caras interpretaram a minha música. Ela realmente começou a existir naquele momento. Fico eternamente grato a todos pela entrega e o talento depositados naquelas sessões.

WG – Que músicos de jazz você destacaria dentro do atual cenário argentino?
DB – Há muitos músicos de alta qualidade na Argentina quando se fala de jazz. Pela proximidade, gostaria de citar os nomes de Ernesto Jodos (piano), Hernán Merlo (contrabaixo), Rodrigo Dominguez (sax), Ricardo Cavalli, (sax), Enrique Norris (piano e trompete), Juan Cruz de Urquiza (trompete) e o contrabaixista Mariano Otero com sua banda.

WG – Há quase dez anos em Salvador, como foi e como hoje está a sua carreira? Há espaço para o jazz na Bahia?
DB – Estou há seis anos morando em Salvador; infelizmente, quando o assunto é jazz, a cidade vive hoje um dos seus piores momentos. Não há sequer uma casa dedicada a programar música instrumental de uma forma séria. Às vezes surgem lugares que programam uma banda por semana; só que é sempre uma única banda. Assim fica difícil. O público também não comparece muito aos shows. Tem a Jam no MAM, que é um projeto patrocinado e bem sucedido. Lá também tem uma banda fixa, mas é a exceção a regra. Não existe uma crítica especializada, não existe um selo que grave e difunda música instrumental, e por aí vai…

WG – Quais são seus próximos projetos?
DB – Estou preparando uma segunda apresentação de “Reflexos” no Teatro Gamboa Nova (a primeira foi no teatro SESI) e também gostaria de poder mostrar esse trabalho fora da Bahia. Estou preparando uma viagem a Buenos Aires, onde espero fazer algumas apresentações com músicos locais. Tenho várias novas composições que gostaria de gravar no segundo CD; mas ainda não sei quando vai ser, já que nesse caso, tudo é produção independente. Espero que seja logo.

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